O sionismo do século XXI


Algumas décadas após a formação do Estado de Israel,no meio da terra santa, vê-se em Sampa City um movimento que lembra muito os esforços dos contemporâneos hebraicos para poderem livremente viver a diferença em um territtório demarcado.E não falo em êxodo rural, paus-de-arara ou de sulistas.Falo de um tropismo sexual jamais vivido por outra cidade.Como diz uma vizinha protestante, o Sangue de Jesus tem poder.

É só lembrar da Avenida Paulista e imediações durante a última gestão Maluf e as mudanças de público que foram se instalando com o passar dos anos e que culminou com o coração financeiro do Brasil se tornar o maior bastião homossexual já visto na história brasileira.

Ternos e gravatas cada vez mais dão lugar à cores, plumas, brilho e muita,mas muita pedraria.Produções visuais onde os rapazes nem imaginam que os bairros adjacentes alojam grandes nomes de famílias que construíram a pujança da capital paulista.Nem sabem o significado histórico de nomes como Colégio Dante Alighieri, Hospital Irmandade Santa Catarina e o Museu de Arte de São Paulo.Simplesmente vem dos rincões do país para exercer sua liberdade sexual num local bem quisto no ponto de vista do gay style.

Toda a tradição paulistana deu lugar à retirantes que fogem de suas raízes e famílias e ficam em busca do glamour e da liberdade que não tem em seus nascedouros. Proliferam como coelhos em gaiolas de kitchetes da Frei Caneca e imediações, onde é comum ver puleiros com até seis bichas se amontoando uma em cima das outras em um único quarto.

Isso gera uma espiral progressiva, onde São Paulo hoje em dia virou o campo de refugiados da homossexualidade brasileira. Via de regra de péssimo pedigree.

Mas pela Constituinte de 1988, somos um país livre.Enfim,infelizmente, mais uma leva migratória que desconfigura a essência dos brados paulistanos : "Nao ducor, ducco".

Um comentário:

Rodrigo Bronzelle disse...

Discurso homofóbico e bairrista que não deveria nem de longe passar na mente de um paulistano, considerado um cidadão cosmopolitano, um cidadão que mais do que aceitar entende as diferenças humanas pois convive com elas.
São Paulo é uma cidade formada por imigrantes e migrantes. Cada um desses grupos trazendo coisas novas (atraentes ou não) que caracterizam São Paulo como a grande metrópole que é.
Sou paulistano, bisneto de imigrantes italianos que chegaram aqui há muito tempo como muitos outros moradores do bairro da Móoca que trouxeram para cá festas tradicionais e uma cultura admirada por muitos. Mas não é só diversão que essa cultura traz, isso gera renda, faz a economia se movimentar nestas festas, traz turistas para deixarem dinheiro.
Da mesma forma migrantes nordestinos e bixas "exiladas" dos cantos mais escondidos, do interior, às vezes, nem tão profundo do Brasil ainda dominado por coronéis e bestas medievais homofóbicas vêem para cá.
E da mesma forma trazem cultura, além de mão-de-obra. Trazem renda. A parada do orgulho gay traz muito dinheiro a cidade, o comércio aproveita ao máximo esse período.
Generalizações, do tipo "bixas burras que não sabem qual o significado do MASP" foi o comentário que me perturbou mais. Não porque eu ache que as bixas sabem ou não qual o significado dele mas porque o comentário foi extremametne infeliz. Não digo nem que você vá a colégios porque este pessoal é ainda mais lesado. Mas vá a alguma faculdade (de preferência não a USP e não porque lá os alunos são mais espertos ou não e sim porque lá tem muitos alunos de fora) e pergutne para qualquer aluno, heterossexual, paulistano, branco, homem e veja quantos vão saber o significado do MASP, o arquiteto que o desenhou, vá além, pergunte o significado das siglas do MASP, do MAM. Pergunte quem sabe qual é o Museu Paulista, ou onde fica o MAM.

O problema da falta de cultura é geral e não restrita as bixas, nordestinos, negros, mulheres, muçulmanos, anões.

Este tipo de post é algo que só gera e incita violência. Afinal, qual a sua intenção com ele? A formação de uma geração de hooligans ou neo-nazistas que vão começar a matar bixinhas nordestinas
passando depois a queimar índios (pensando que era mendigo) e finalmente estuprar meninas culpando-as por usarem mini-saias?

Devemos nos preocupar mais com problemas relevantes a todos do que se uma bixinha resolveu sair com plumas e patês na noite paulistana.
Acho que seu post deveria ser sobre como aumentou o número de crianças pedintes dentro da linha verde do metrô. Fazer um contraste com o glamour dos executivos que desfilam por cima na paulista e das crianças que mendigam 10 centavos. Crianças nascidas aqui, filhas de nordestinos, paulistanos, africanos...